sábado, 24 de novembro de 2007

NOVIDADES PARA O MAL DE AZHEIMER


Alteração de cinco genes pode provocar o mal de Alzheimer


A alteração de pelo menos cinco genes específicos do homem pode causar a doença neurodegenerativa do Alzheimer, que atinge mais de 20 milhões de pessoas no mundo, segundo uma pesquisa de 12 anos realizada por cientistas cubanos. A diretora do Centro Nacional de Genética Médica, Beatriz Marcheco, assinalou que o estudo, desenvolvido por uma equipe médica multidiciplinar entre 2.500 cubanos, "determinou que existem pelo menos cinco genes que, se sofrerem alguma alteração, podem originar a doença". Marcheco, citada pelo jornal "Juventude Rebelde", afirma que o estudo também permitiu conhecer que "há genes que predispõem essa doença e o fato de uma pessoa ter uma de suas variantes mais perigosas não significa que necessariamente vá desenvolver a doença". Da mesma forma, destacou o contrário, que se uma pessoa não tiver uma variação desse gene de risco não implica que ela jamais vá ter a doença. "É preciso prestar muita atenção a esse gene, que tem a ver com o transporte do colesterol e conta com uma variante em todas as populações que têm predisposição não apenas para o Alzheimer, como também para doenças cardiovasculares muito freqüentes na ilha", acrescentou.


O que é perda normal de memória?

Todos nós em algum momento nos esquecemos de várias coisas. Esquecemos onde colocamos os óculos, as chaves do carro, a caneta e até de eventos importantes, como data de aniversário de parentes, de casamento etc.

Esses esquecimentos fazem parte do dia-a-dia e são naturalmente aceitos quando ocorrem com adultos jovens. Esses lapsos de memória não são valorizados e já estão incorporados na maneira de ser das pessoas, não trazendo maiores preocupações.

Quando esses fatos acontecem com pessoas de mais idade eles são mal interpretados e algumas vezes invariavelmente “rotulados” como início de algum problema mais sério. A pior de todas as rotulações é feita a partir das temíveis frases como: “Vovó está ficando esclerosada” ou ainda pior: “é o começo da ‘esclerose’ e isso é normal para a idade dela”.

Especialistas em envelhecimento há muito já estudaram os problemas com a memória que ocorrem com indivíduos idosos e determinados conceitos são atualmente bem conhecidos e comprovados cientificamente.

É verdade que com o envelhecimento o nosso organismo, como um todo, apresenta uma diminuição gradativa de várias funções existindo uma maior dificuldade de se reter na memória algumas informações. A esse estado os cientistas denominaram “Prejuízo da Memória Associado à Idade – (PMAI)”., definindo assim que, apesar de haver um declínio nesse campo, essa não é uma alteração que se deva relacionar obrigatoriamente como uma doença.

O PMAI não interfere nas atividades da vida diária e tampouco representa deficiência mental. O PMAI é passível de ser contornado eficazmente por meio de tratamento da memória, com exercícios que estimulam a atenção, com a elaboração de listas de afazeres, com jogos de memória, com associações de fatos, objetos, nome, fotos etc.

Os problemas com a memória podem estar associados a inúmeras causas, sendo as mais comuns: o cansaço, a solidão, a tristeza, a depressão, o estresse, o uso abusivo de álcool, o uso indevido de medicações calmantes e hipnóticos, certas doenças, falta de concentração etc.

Também tem grande importância na queda do desempenho da memória as dificuldades com a visão e audição, alterações extremamente comuns na faixa etária avançada.

Muitas vezes uma dieta bem balanceada, suspensão de certos medicamentos, uso de óculos, aparelhos auditivos, remoção de cerume dos ouvidos e outras correções desses fatores desencadeantes, melhoram substancialmente e até resolvem os transtornos da memória.


QUANDO A PERDA DE MEMÓRIA É DOENÇA?

Como então podemos diferenciar se os problemas de memória em pessoas idosas são um sinal de doença?

Ao contrário do PMAI, que não apresenta piora gradativa, os problemas sérios com a memória pioram progressivamente, chegando a interferir com as atividades do dia-a-dia.

Quando os esquecimentos deixam de ser habituais e facilmente compensáveis com artifícios como anotar os recados, fazer listas de compromisso etc., e passam a dificultar as atividades do cotidiano, necessitando de ajuda de terceiros, aí sim transformam-se em uma real preocupação médica.

Mesmo em idades avançadas um comprometimento da memória a esse nível não é normal, merecendo uma avaliação clínica completa para pronta detecção da causa.

Existem várias doenças tratáveis e passíveis de cura que se manifestam com predomínio de perda de memória, distúrbios no comportamento e dificuldades em fazer julgamentos e raciocínios dentro de uma lógica. As doenças da tireóide, o uso de certos medicamentos, as deficiências nutricionais e vitamínicas e certas infecções.

É portanto imperioso que ao primeiro sinal de que a memória está diminuída, se consulte um profissional para que o limite entre o normal e a doença possa ser estabelecido com segurança.


O QUE PODE SER FEITO PARA MELHORAR A MEMÓRIA

- Saiba que sempre podemos melhorar o desempenho da nossa memória.

- Não aceite passivamente o declínio observado.

- Mantenha-se ativo: novos amigos, cursos, leitura, visitas etc.

- Leia pelo menos as manchetes de um jornal diariamente.

- Faça palavras cruzadas dando preferência às de fácil execução.

- Reserve um período do dia para trabalhar a memória.

- Reserve um local da casa com boa iluminação e silencioso para o seu treino.

- Assegure-se que só será interrompido se absolutamente necessário.

- Mantenha uma dieta saudável, beba muito líquido e ande pelo menos 30 minutos por dia.

- Evite tensões desnecessárias.

- Quando não entender direito o que foi dito, pergunte!

- Anote tudo que for importante em um caderno ou uma agenda.

- Participe de jogos que envolvam o raciocínio.

- Seja uma pessoa flexível, esteja aberto para ouvir. As pessoas que não são flexíveis acabam sendo excluídas do seu meio social.

- Quando lhe fizerem uma pergunta e não puder lembrar-se da resposta imediatamente, não se sinta constrangido, use recursos para ganhar tempo extra para responder: sorria, ajeite os óculos, repita a pergunta, respire fundo, limpe a garganta, etc.