domingo, 11 de novembro de 2007

TUBERCULOSE...A VOLTA..!?


Tuberculose

A tuberculose é uma doença infecciosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch em homenagem ao seu descobridor, o bacteriologista alemão Robert Koch, em 1882.

Normalmente, associa-se o termo tuberculose com doença pulmonar. Na realidade, apesar de a tuberculose pulmonar ser a mais comum, ela pode afetar outros órgãos, como rins, órgãos genitais, intestino delgado, ossos, etc. Apesar das inúmeras localizações possíveis da doença, em cerca de 90% dos casos, inicia-se pelos pulmões.
Nos adultos, é mais comum a tuberculose pulmonar, contraída pelo sistema respiratório, diretamente (gotículas de escarro) ou pela poeira contaminada.

Nas crianças, via de regra, a transmissão ocorre pela ingestão de leite de vaca contaminado, podendo aparecer a tuberculosa pulmonar, a renal, a óssea, na pele, etc.

Sintomatologia

O período de incubação varia de seis semanas até muitas décadas, dependendo das condições de saúde de cada indivíduo.

Na tuberculose pulmonar, geralmente a primeira infecção por bacilos se estabelece sem apresentar sintomas ou com sintomas discretos, como perda do apetite, fadiga, irritação. Muitas vezes, os sintomas assemelham-se aos da gripe ou do resfriado comum. Podem surgir febre, tosse seca, sudorese noturna e emagrecimento.

Em regra, as lesões da primeira infecção tuberculosa regridem espontaneamente através da absorção do processo inflamatório e da fibrose e calcificações das lesões. É comum encontrarem-se nódulos calcificados em adultos que nunca estiveram doentes: são resíduos de uma primeira infecção.

Por outro lado, em alguns casos, a evolução origina conseqüências graves. Ocorre a reativação dos focos primários, caseificação progressiva (necrose do tecido) e cavernização, caracterizando a tuberculose crônica. Verifica-se a tendência à progressão dos nódulos da primeira infecção em particular naquelas pessoas que têm convivência com tuberculoses contagiantes.

Profilaxia e Tratamento

Na prevenção, principalmente em crianças recém-nascidas, usa-se a vacina BCG (bacilo de Calmet-Guérin). Evitar o convívio com tuberculoso contagiante e só consumir leite pasteurizado ou fervido adequadamente. Talvez a prevenção mais eficaz seja melhorar o padrão de vida da população, as condições de habitação, trabalho, alimentação, etc.

Também é importante a descoberta de casos ocultos, através de radiografias (abreugrafia) e teste cutâneo (prova de tuberculina). O tratamento, ao menos em seu início, é feito num hospital especializado (sanatório). Usa-se um verdadeiro arsenal de antibióticos e, por vezes, métodos cirúrgicos.

Os números da Tuberculose

O microorganismo da tuberculose é estimado infectar 1.6 bilhões de pessoas em todo o mundo ou aproximadamente um terço da população do mundo e cerca de 15 milhões tem a doença clínica em algum momento da vida. A tuberculose mata aproximadamente 2-3 milhões de pessoas a cada ano, o que é maior que qualquer outra doença infecciosa bacteriana sozinha.

O Brasil integra o grupo dos 22 países que concentram 80% dos casos de tuberculose registrados no mundo. Segundo dados da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), do Ministério da Saúde, cerca de 6 mil pessoas morrem todos os anos no País em decorrência da tuberculose. Nos últimos anos, a média de detecção foi de 85 mil novos casos. Calcula-se que um novo doente infecta, em média, dez indivíduos antes de ser tratado.

Atualmente, o Brasil apresenta 73% de índice de cura dos casos tratados e cerca de 12% de abandono do tratamento. A meta do governo é curar 50,5 mil tuberculosos até 2005.

O Programa Nacional de Controle da Tuberculose conta, hoje, com o maior investimento dos últimos dez anos. Até 2007, serão aplicados R$ 119,5 milhões.

AIDS e tuberculose

Aproximadamente 8 milhões de pessoas em todo o mundo são coinfectadas pelo HIV e pela tuberculose. No Brasil, 8% dos pacientes com tuberculose também têm Aids. Os pacientes HIV positivos são mais susceptíveis à infecção pelo M. tuberculosis, já que a infecção depende do estado do sistema imunológico que está suprimido nesses pacientes. Subseqüentemente, aproximadamente 50% das pessoas com as duas infecções irão desenvolver a tuberculose clínica, e as taxas de reativação podem ser até 20 vezes maior que em pessoas não HIV positivas. A tuberculose clínica está associada com uma menor sobrevivência das pessoas com AIDS.

Ao contrário do que muitos pensam, a tuberculose tem cura. Desde de 1944 se conhece os medicamentos capazes de curar a tuberculose. Mas para que haja um controle efetivo da doença é indispensável que se detecte a tuberculose ativa e se institua o tratamento correto.

O tratamento da tuberculose é prolongado, durando no mínimo seis meses, e na maioria dos casos não é necessária a hospitalização. O uso de medicamentos inadequados ou administrados irregularmente, ou em doses inadequadas é causa importante de não cura da doença. Além disso, com o tratamento inadequado, o microorganismo pode se torna resistente e eventualmente ser transmitido para outros indivíduos, sendo seu tratamento mais complexo e de custo elevado.

Os principais medicamentos utilizados no tratamento da tuberculose são a izoniazida, rifampicina e pirazinamida. Após duas semanas tomando o medicamento não ocorre mais a transmissão.

A tuberculose latente deve ser detectada e tratada preventivamente nos indivíduos que apresentam os fatores de risco para a reativação.

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